Pessoas,
Gostaria de falar sobre “Meu Nome Não é Johnny”, o primeiro grande lançamento do cinema nacional neste ano de 2008. Vi esse filme em meados deste mês, em Niterói.
É um filme bem feito, onde o Selton Melo consegue mais uma vez brilhar numa composição de personagem. Como vocês devem saber, é um filme que fala sobre a relação das pessoas com as drogas.
Talvez por causa disso alguns tenham visto algum paralelo com outro sucesso, ou melhor, megasucesso, o mais do que comentado “Tropa de Elite”. Tirando as drogas, não vejo que aproximação possa ser feita entre os dois trabalhos.
“Tropa de Elite” teve preocupação de mostrar que o mundo da droga não é uma construção limitada as favelas e traficantes, ou comerciantes como na visão romantizada de Mano Brown mostrada num “Roda Viva” de 2007. A película não poupa os usuários, que seriam os verdadeiros responsáveis pela estrutura de violência percebida no Rio e em outras cidades.
Já em “Meu Nome...” a história não vai por esse viés critico. Trata-se mais de um retrato mais subjetivo sobre o percurso do personagem principal até o seu envolvimento com o consumo e venda de drogas. A elite está lá, mas não é culpada de nada.
O que eu vejo de próximo nos filmes é a tentativa de fazer um cinema mais popular sem ser rasteiro. Filmes que levem as pessoas a abrir possibilidades mais amplas para entender os fenômenos sociais.
Que mais filmes sigam essa diretriz, pois é isso que as pessoas querem. Filmes que não sejam esquecidos quando os créditos aparecem na tela.
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